Cutivando a Paz :
Construir uma Cultura de Paz é promover as transformações necessárias e indispensáveis para que a paz seja o princípio governante de todas relações humanas e sociais.
São transformações que vão desde a dimensão dos valores, atitudes e estilos de vida até a estrutura econômica e jurídica, as relações políticas internacionais e a participação cidadã, só para citar algumas.
Promover a Cultura de Paz significa e pressupõe trabalhar de forma integrada em prol das grandes mudanças ansiadas pela maioria da humanidade – justiça social, igualdade entre os sexos, eliminação do racismo, tolerância religiosa, respeito às minorias, educação universal, equilíbrio ecológico e liberdade política.
A Cultura de Paz é o elo que interliga e abrange todos esses ideais num único processo de transformação pessoal e social.
O grande desafio é que essas mudanças não dependem apenas da ação dos governos, nem somente de uma mudança de postura individual.
Regra Áurea :
Todas as grandes tradições espirituais possuem uma Lei moral central, também conhecida como a “Regra Áurea”, que nos pode servir de exemplo a esta exploração do universal plural.
Esta regra suprema, que é a versão religiosa do imperativo categórico kantiano, tem sido considerada, em todos os tempos, a lei máxima das religiões, e serve de substrato para qualquer consideração de natureza verdadeiramente moral.
Ela simplesmente nos ordena tratar os demais como gostaríamos de ser tratados . Algumas de suas variadas formulações são as seguintes (entre parênteses estão informações quanto ao nome do fundador, a época de surgimento e a região do mundo de origem): |
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Cristianismo (Jesus Cristo, há 2.000 anos, Palestina)
Tudo aquilo, portanto, que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, porque isto é a Lei e os Profetas.
Hinduísmo (Krishna. Há 5.000, Índia)
Não faças aos demais aquilo que não queres que seja feito a ti; e deseja também para o próximo aquilo que desejas e aspiras para ti mesmo. Essa é toda a Lei 60 , atenta bem para isso.
Judaísmo (Moisés. Há 3.400 anos, Egito-Palestina)
Não faças a outrem o que abominas que se faça a ti. Eis toda a Lei 62 . O resto é comentário.
Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Zoroastrismo (Zoroastro. Há 3.000 anos, Pérsia)
Aquilo que é bom para qualquer um e para todos, para quem quer que seja – isso é bom para mim... O que julgo bom para mim mesmo, deverei desejar para todos. Só a Lei Universal é verdadeira Lei.
Budismo (Buda. Há 2.500 anos, Nepal-Índia)
Todos temem o sofrimento, e todos amam a vida. Recorda que tu também és igual a todos; faze de ti próprio a medida dos demais e, assim, abstém-te de causar-lhes dor.
Islamismo (Maomé. Há 1.400 anos, Arábia)
Nenhum de vós é um verdadeiro crente a menos que deseje para seu irmão aquilo que deseja para si mesmo.
Fé Bahá'í (Bahá'u'lláh. Há 150 anos, Pérsia-Palestina)
Ó filho do homem! ... se teus olhos estiverem volvidos para a justiça, escolhe tu para teu próximo o que para ti próprio escolhes. Bem-aventurado quem prefere seu irmão a si próprio... tal homem figura entre o povo de Bahá.
Não ponhais sobre nenhuma alma uma carga da qual vós não desejaríeis ser incumbidos, nem desejeis para pessoa alguma as coisas que não desejaríeis para vós mesmos. É este Meu melhor conselho a vós, fôsseis apenas observá-lo. |
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